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Prefeitura de São Paulo disponibiliza estudo de viabilidade ambiental do Terminal de Ônibus Reserva Raposo para audiência pública

10/01/2019

Prefeitura de São Paulo disponibiliza estudo de viabilidade ambiental do Terminal de Ônibus Reserva Raposo para audiência pública

Estrutura é compensação de construtora para megacondomínio que é alvo de disputa entre a capital paulista e Osasco. Por causa do empreendimento e do terminal, a rodovia Raposo Tavares até o km 18,5 vai receber um corredor exclusivo para ônibus.

Fonte: Diário do Transporte 

 

 

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo disponibilizou o EVA – Estudo de Viabilidade Ambiental para a construção do Terminal de Ônibus Reserva Raposo.

A estrutura, prevista para ser localizada no km 18,5 da rodovia Raposo Tavares, é uma compensação exigida pela prefeitura de São Paulo do Grupo Rezek, responsável pela construção do megacondomínio Reserva Raposo, um bairro planejado, que ocupa uma área de 450 mil metros quadrados (450.505 metros quadrados) e deve ter 119 prédios que vão abrigar mais de 60 mil pessoas. O empreendimento, para pessoas de baixa renda, deve ser entregue entre 2021 e 2022.

Com a disponibilização do estudo, a prefeitura quer agilizar o processo de licença ambiental para o terminal de ônibus. Para isso, abriu um prazo de 45 dias para consulta e realização de audiência pública.

“O referido EVA está à disposição dos interessados para consulta e solicitação de audiência pública pelo prazo de 45 dias”

 

 

É neste período que o estudo pode receber críticas e sugestões de mudanças.

A estimativa é que 55% dos mais de 60 mil moradores do megacondomínio usarão ônibus.

Inicialmente, o prazo previsto para começar as obras do terminal era dezembro de 2018 com conclusão em dezembro de 2020. Mas problemas jurídicos e atrasos na finalização dos primeiros levantamentos para o estudo já derrubaram este cronograma.

O terminal vai ocupar uma área de 18,6 mil metros quadrados (18.659,80 metros quadrados) e o local onde vai ser instalado foi decretado como espaço de utilidade pública, passando pertencer assim ao município. A área útil será de 13,9 mil metros quadrados.

O espaço terá cinco plataformas, cada uma com largura que varia de seis a dez metros e comprimentos variando de 115 a 152 metros.

Por causa do empreendimento e do terminal, a rodovia Raposo Tavares até o km 18,5 vai receber um corredor exclusivo para ônibus.

Segundo o estudo, pelo espaço vão circular micro-ônibus e micrões que vão levar os moradores até o terminal, de onde sairão linhas com ônibus maiores para o Metrô Butantã ou Terminal São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela e também para os terminais de ônibus Princesa Isabel (centro), Lapa (oeste) e Pinheiros (oeste).

O corredor da Raposo deve estar conectado ao corredor de ônibus da Avenida Escola Politécnica, também previsto pela prefeitura.

Atualmente, segundo o estudo, 19 linhas municipais servem a região, sendo que 10 diretamente onde estará o condomínio. Outras cinco linhas servem os bairros do outro lado da Raposo Tavares e mais quatro atendem a região do bairro Rio Pequeno, usando o eixo da Avenida Escola Politécnica.

A proposta é que duas linhas com ônibus maiores sigam pelo eixo da Avenida Escola Politécnica até os terminais Pinheiros e Lapa.

Três linhas devem seguir pela Raposo Tavares com destino aos terminais Pinheiros e Princesa Isabel e até a Estação Leopoldina, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Haverá também uma ligação para o Terminal da Estação São Paulo-Morumbi com trajeto ainda a ser definido.

 

 

Contando com moradores, trabalhadores da região e usuários de linhas que vão fazer conexão, a estimativa é que o terminal receba de 48 mil a 50 mil pessoas por dia útil.

O terminal terá duas entradas de ônibus, uma pela Raposo e outra pelo condomínio.

Também será construído um viaduto para os ônibus acessarem a rodovia no sentido São Paulo.

O empreendimento é alvo de uma disputa judicial entre a prefeitura de São Paulo e Osasco pelas obras de compensação de tráfego e saneamento ambiental.

O município da Grande São Paulo alega que ao menos 3% do Reserva Raposo estão em seu território e que o número de pessoas e veículos vai prejudicar o trânsito na cidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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