Nova plataforma de monitoramento

01/10/2020

Fonte: Revista AutoBus

 


Parece simples, mas é complicado. Promover o aumento da velocidade dos ônibus em uma metrópole como São Paulo é um desafio de grande proporção

O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) apresentou sua nova ferramenta online Monitor de Ônibus SP. Ela ajuda a verificar se as operadoras e o poder público vão conseguir reduzir pela metade as emissões de CO2 do transporte por ônibus paulistano, em 90% as de material particulado e em 80% as de óxido de nitrogênio até 2028, tendo como base o ano de 2016.

Tal compromisso está expresso na Lei Municipal 16.802 de 2018, que aborda a redução de emissões do transporte público na cidade. "O Monitor de Ônibus SP é uma ferramenta que processa os dados abertos da prefeitura e disponibiliza análises ágeis e acessíveis para a sociedade acompanhar o nível de oferta de transporte, a fluidez da operação e as emissões. Com isso, almejamos contribuir para termos em São Paulo um transporte público inclusivo, de qualidade e não poluente", disse David Tsai, um dos seus idealizadores.

Segundo o IEMA, na pandemia, os ônibus paulistanos passaram a circular mais rápido ao longo de todo o dia, sendo que na primeira semana após o início oficial da quarentena em São Paulo, dia 24 de março, a velocidade média deles no horário de pico, entre sete e dez da manhã, chegou a 22 km/h. Esse número chegou a ser 15 km/h, valor 32% menor, no início do ano de 2020, ainda no período pré-pandemia. E, recentemente, quando as pessoas começaram a voltar às ruas, mas sem que os níveis de circulação anteriores tenham se restabelecido, observa-se uma velocidade média de 19 km/h. "O material particulado emitido durante o mês de abril, auge do isolamento social em São Paulo, caiu 42% em relação ao total emitido em fevereiro. Isso ocorreu devido à redução de frota em circulação, mas também graças ao aumento da velocidade média dos ônibus que permaneceram rodando", observou Felipe Barcellos e Silva, pesquisador do IEMA.

Parece simples, mas é complicado. Promover o aumento da velocidade dos ônibus em uma metrópole como São Paulo é um desafio de grande proporção. Em meio ao mar de automóveis, que contribuem com um maior nível de emissões poluentes, fazer o ônibus andar deveria ser o princípio da boa mobilidade, afinal, reduz-se a queima de combustíveis, as viagens se tornam mais rápidas e os custos operacionais tendem a cair.