De 21 regiões metropolitanas, apenas duas possuem uma rede estruturada de transportes, aponta estudo do BNDES e do Ministério das Cidades
06/07/2026
Maior problema é falta de conexão entre diferentes linhas e mau aproveitamento de infraestrutura
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Os passageiros dos transportes coletivos entre diferentes cidades de grandes e médios centros no Brasil sofrem com a falta de oferta de uma rede estruturada.
Ônibus que não se integram plenamente entre si e com trilhos, oferta razoável de linhas em um determinado local e falta de transportes em outro, grandes variações de tarifas são algumas das realidades sentidas no dia a dia do "cliente" do transporte público.
É o que mostra o ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana), do Ministério das Cidades e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), cuja conclusão foi divulgada em 1° de julho de 2026.
O trabalho analisou a situação das 21 maiores Regiões Metropolitanas do Brasil, com um milhão de habitantes ou mais.
Em apenas duas destas regiões, a de Goiânia e Vitória, foi verificado que as redes metropolitanas de transportes estavam plenamente estruturadas.
Os técnicos fizeram uma classificação por notas de 1 a 5.
Apenas as regiões metropolitanas de Goiânia e Vitória alcançaram a classificação máxima.
Até mesmo as regiões metropolitanas de São Paulo, que possui uma rede de trilhos, e a de Curitiba, que foi no passado sinônimo de qualidade máxima na mobilidade, não têm uma rede plena, de acordo com o estudo, mas não receberam notas ruins: classificação 4.
Também receberam nota 4, de 5 possíveis, além de São Paulo e Curitiba; Recife, Rio de Janeiro e Salvador.
Ficaram na pior colocação, com nota 1, as regiões metropolitanas de João Pessoa, Maceió, Natal, São Luís, e Teresina que, segundo o levantamento, possuem uma rede de transportes sem tronco-alimentação ou integração
Com a nota 2, também ruins, com rede sem tronco-alimentação, com integração restrita a algumas estações e terminais, surgiram as regiões metropolitanas do Distrito Federal, Florianópolis, Baixada Santista e Porto Alegre.
No meio da tabela, com classificação 3, de 5, estão de acordo com o ENMU, Manaus, Fortaleza, Campinas, Belo Horizonte e Belém.
Ao Diário do Transporte , no dia do lançamento do estudo, o especialista e o sócio-fundador da Urucuia Mobilidade Urbana, Sérgio Avelleda, disse ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, ENMU pode ser considerado um avanço por destacar a necessidade de fortalecer autoridades e gestões metropolitanas de transportes integradas.
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena