Diferenças entre panoramas dos ônibus elétricos no Brasil e na China são oportunidades para repensar mobilidade como um todo, para gestores, operadores, fabricantes e especialistas

18/09/2025

Fonte: Diário do Transporte

Cláudio de Senna Frederico diz esforços devem ser para preservar a indústria nacional de veículos coletivos; Olímpio Alvares aborda a subvenção garantida do Governo Chinês; Miguel Pricinote cita o exemplo da Grande Goiânia sobre diversificação, Ieda Oliveira fala sobre Brasil se tornar uma das potências do setor e, Francisco Christovam ressalta a necessidade de uma política nacional

Repercutiu entre gestores públicos, operadores de transportes, fabricantes e especialistas da academia e setor técnico, a reportagem especial trazida pelo Diário do Transporte nesta quarta-feira, 17 de setembro de 2025, que não compara diretamente, mas relata os diferentes panoramas dos ônibus elétricos no Brasil e na China.

Nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, o Diário do Transporte aprofunda o debate de uma maneira especial trazendo as palavras de representantes expressivos dos diferentes elos da cadeia de mobilidade.

Entre os nomes que conversaram sobre o tema repercutindo a matéria estão:

- O vice-presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Cláudio de Senna Frederico; entidade que reúne especialistas das mais variadas abordagens e estudos;

- O consultor em emissões e transporte sustentável, Olimpio Alvares, que também é membro do Comitê de Substituição de Frota - Comfrota da Prefeitura de São Paulo, que acompanha a inclusão de ônus menos poluentes na capital paulista;

- O subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte do governo de Goiás, Miguel Pricinote, relatando a experiência que vive sobre o assunto na gestão pública;

- O diretor-executivo da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Francisco Christovam, com a visão dos operadores de transportes; e

- A diretora para veículos pesados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), Ieda Oliveira, que também é diretora da Eletra Industrial, fabricante 100% nacional de ônibus elétricos, com sede em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Todos concordam que a abordagem sobre as diferenças entre panoramas dos ônibus elétricos no Brasil e na China trazida pela reportagem trouxe uma oportunidade para aprofundar o debate sobre redução de emissões pelos transportes e pensar a mobilidade como um todo, de acordo com gestores e especialistas.

Entre os dados, da reportagem do Diário do Transporte , está o tamanho da frota de modelos que não dependem de motores de combustão interna. No País Asiático, são 544 mil ônibus elétricos em circulação, ou quase 90% de todos os coletivos urbanos do local, segundo o vice-ministro do Transporte, Li Yang; e, em terras brasileiras, são 1143 unidades, menos de 1% da frota total, de acordo com o E-Bus Radar, um monitoramento da frota de ônibus elétricos, de diversas configurações (entre híbridos, somente a bateria e trólebus) mantido por órgãos como C-40 - Cidades Inteligentes, Conselho Internacional de Transporte Limpo - ICCT (de International Council on Clean Transportation), por meio da Aliança ZEBRA (Zero Emission Bus Rapid-deployment Accelerator - Acelerador de Implantação Rápida de Ônibus com Emissão Zero).

Muito mais que números, a reportagem trouxe como pontos iniciais de discussão tópicos que podem representar realidades diferentes entre o Brasil e a China, sem comparação direta, como as prioridades dadas em termos de políticas de Estado, e não de gestão propriamente dito; tempo de desenvolvimento gradativo de infraestrutura e redes de equipamentos que integram a cadeia (carregadores, baterias mais modernas, etc) e prioridade às indústrias locais.